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Como escrever um livro sobre a minha vida sem se expor demais
Muita gente quer escrever sobre a própria vida e trava por dois medos: “minha história não é interessante” e “vou expor minha família”. Os dois têm solução — e ela começa pelo recorte.
Escolha um recorte, não a vida inteira
Uma autobiografia completa raramente prende o leitor. Um recorte prende: o ano em que você recomeçou, a decisão que mudou sua carreira, o processo de reconstrução depois de uma perda.
Pergunte-se: qual foi o momento em que eu deixei de ser uma pessoa e virei outra? Esse é o coração do livro.
Escreva a verdade sem expor terceiros
É possível ser honesta e ainda assim proteger quem aparece na sua história. Recursos usados por escritoras experientes:
- Trocar nomes e detalhes que identifiquem pessoas
- Descrever o efeito do acontecimento em você, e não os defeitos do outro
- Reunir várias pessoas em um único personagem
- Omitir cenas que não sustentam a mensagem do livro
Transforme dor em aprendizado
O leitor não busca o relato da sua dor; ele busca o que você fez com ela. Para cada episódio difícil, escreva também o que aprendeu, o que mudou e o que diria hoje para quem está passando pelo mesmo.
Essa é a diferença entre um desabafo e um livro que ajuda alguém.
Não escreva sozinha se isso te paralisa
Uma mentoria literária existe justamente para isso: alguém que faz as perguntas certas, organiza o material e devolve o texto com clareza. No projeto O Segredo das Mulheres que Recomeçam, cada coautora escreve seu capítulo com roteiro e acompanhamento durante todo o processo.